A cidade do folclore: Olinda

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Tombada como Patrimônio Cultural Mundial, Olinda faz do charme seu cartão de visitas. Com belas construções, mirantes e galerias de arte, surpreende os visitantes também de maneiras singelas – pôr do sol digno de salva de palmas, missas cantadas por monges e freiras, desfiles de blocos de maracatu em plena tarde de domingo.

Sagrada e profana, Olinda é a cidade da religião e do Carnaval. Os campanários e torres de suas igrejas centenárias apontam para o céu, criando uma bela silhueta para quem admira a cidade de longe. Quem a vê de perto, sente pelas ruas de paralelepípedo, o tremilicar do frevo e os tambores do maracatu que agitam o Carnaval de rua olindense.

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Centro histórico de Olinda Foto: Roberto_Rosa_IPHAN

As fachadas multicoloridas dos casarios dos séculos 18 e19 enchem os olhos de quem sobe e desce as ladeiras da cidade pernambucana e fazem o visitante ter certeza de que Olinda está sempre em festa, mesmo fora de época.

Diariamente, o badalar dos sinos das igrejas lembra que a cidade também reza. Além da beleza das igrejas e da folia, Olinda oferece um sem fim de atrativos para quem quer conhecê-la. Em três ou quatro dias é possível desfrutar dos principais deles, de igrejas e museus a restaurantes de comida regional, botecos e praia.

Prévias de Carnaval

O que não falta em Olinda é motivo para fazer festa. O Carnaval é um motivo perene. Cerca de três meses antes da data oficial, os olindenses vão às ruas nas noites de sexta, sábado e domingo ensaiar as marchinhas que serão cantadas durante os dias de folia. São as chamadas “prévias de Carnaval”. Basta você colocar um sapato confortável, roupas leves, separar a garrafa d’água e sair pulando pelas ruas de paralelepípedo ao som das marchinhas das bandas de rua, que se espalham pelo centro histórico da cidade.

Banda Noturna

E aqui vem mais música. Todas as sextas-feiras do ano, por volta das 22hs, uma banda de homens e mulheres (a maioria senhores e senhoras) toca marchinhas de Carnaval, antigos sambas e alguns frevos para o público que já os espera diante da igreja de São Pedro e segue pelas ruas do centro histórico. É um programa para a família toda.

Bodega de Veio

Os secos e molhados de Veio são os mais tradicionais de Olinda. Sua bodega tem aquela cara boêmia, com balança sobre o balcão, garrafas de cachaça nas prateleiras, condimentos, enlatados, doces, baleiro, manteiga de garrafa e salgados típicos. Botecão das antigas, é bastante frequentado por conta da cerveja gelada e dos petiscos.

Igreja de São Salvador do Mundo (Igreja da Sé)

Tendo sua pedra fundamental lançada em 1548 numa capela de taipa, a Igreja de São Salvador do Mundo, ou Igreja da Sé, é a matriz de Olinda. Sua construção foi ordenada pelo donatário de Pernambuco, Duarte Coelho. A única peça original remanescente dos seus primórdios é a porta principal. Seu interior guarda belos azulejos portugueses, capelas barrocas, colunas jônicas e telas a óleo. Por estar em um dos pontos mais altos da cidade, oferece uma bela vista para o mar.

Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceição

A igreja e o convento da Conceição foram construídos no século 16 e destruídos em 1631 pelo incêndio na cidade causado pelos holandeses. Após a restauração, o convento tornou-se abrigo para mulheres abandonadas. Hoje é casa das freiras da ordem de Santa Paula Frassinetti.

Igreja e Mosteiro de São Bento

Com um rico altar-mor trabalhado em madeira cedro e recoberto com folhas de ouro, esta igreja, datada de 1762, fica anexa ao Mosteiro de São Bento, cuja conclusão se deu em 1599. Tendo passado por várias reformas, após quase um século de construção, a igreja ganhou distintos estilos, como neoclássico, barroco e rococó. A beleza do altar é tanta que, em 2002, ele foi desmontado e levado para o museu Guggenhein, em Nova Iorque, para participar de uma exposição sobre arte brasileira.

Praça Maxabomba

A Maxabomba, primeiro transporte urbano sobre trilhos da América Latina, chegou ao Recife em 1867, trazida pela companhia inglesa Brazilian Street Railway Limited. Eram pequenas locomotivas movidas a vapor. Em 1870 foi levada também a Olinda. Uma linha que partia da praça que hoje ganhou o nome do transporte servia as estações do Carmo, Milagres, Varadouro, Santa Tereza, Campo Grande e Encruzilhada de Belém até chegar ao Recife.

O nome Maxabomba vem de uma corruptela abrasileirada das palavras em inglês “machine pump” (bomba mecânica, em tradução livre), inscritas na lateral dos vagões. Na praça há um excelente restaurante homônimo com decoração que remete aos tempos da estação ferroviária.

Museu do Mamulengo

O teatro de bonecos mamulengo é um dos principais representantes da cultura popular nordestina. Bonecos de madeira manipulados pelas mãos de atores cantam, dançam, brigam e caçoam, incorporando personagens típicos do Nordeste em cenas da vida cotidiana. O Museu do Mamulengo, criado em 1994, é o primeiro do Brasil dedicado à essa arte e possui um rico acervo com mais de mil bonecos.

Ilha de Itamaracá

As praias de Del Chifre, dos Milagres, do Carmo, Rio Doce, São Francisco e Janga são as mais próximas do centro de Olinda, mas infelizmente estão impróprias para banho. Mas a apenas 40 km da cidade está um dos paraísos pernambucanos: a Ilha de Itamaracá. As águas de suas praias são limpas e esverdeadas, suas areias são brancas e há centenas de cajueiros e mangueiras carregados de frutos pelas ruas da cidade. É possível fazer um bate-e-volta, mas recomenda-se pelo menos um fim de semana na ilha.

Fonte: Internet

www.catran.com.br

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