Dicas

Faça chuva ou faça sol, use protetor solar.

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Apesar  do que a maioria das pessoas pensam o filtro solar não é apenas para ser usado no verão. Ele também pode e deve ser usado nos meses frios do ano. Mesmo no inverno o problema existe, sim, e a responsável por ele é a radiação UVA, antes quase ignorada pela maioria de filtros e companhia.
A falta de informação ainda é grande, existe um certo desconhecimento sobre eles. Enquanto o UVB é mais predominante no verão do que na estação do frio, o UVA incide o ano inteiro e também ao longo de todo o dia. 
Justamente por passar despercebido, o UVA tem potencial para causar mais estragos à pele. “Como os filtros solares antigos protegiam dos raios UVB, o indivíduo podia ficar mais tempo ao ar livre sem risco de vermelhidão. Enquanto isso, o UVA atingia a derme”, explica o dermatologista Marcus Maia. No inverno, essa ameaça ainda ganha outro componente. “Muitas famílias viajam para o campo e buscam o sol para se aquecer. Mas em locais com altitude elevada o índice ultravioleta sobe”.
O perigo mais grave é o câncer de pele melanoma, variedade mais agressiva dos tumores que acometem o tecido. Uma das maneiras de flagrá-lo é ficar de olho em pintas e feridas. Se elas mudam de formato, aumentam de tamanho ou os ferimentos não cicatrizam, é melhor procurar um dermatologista. Mas não é só o UVA que fomenta a moléstia: as queimaduras causadas pelo UVB estão por trás do câncer não melanoma, bem mais comum e que também precisa ser prevenido e acompanhado de perto.
Além de barrar perigos tumorais, usar protetor em todas as estações garante uma aparência jovial por décadas a fio. Sem contar que as manchas não dão pinta quando nos besuntamos com o produto o ano todo. De alguns anos para cá, os estudos mostram que o uso regular do filtro solar para tratar e preveni-las é até mais importante do que a aplicação apenas na praia. Vale lembrar que moramos em um país onde o astro rei brilha a toda mesmo no inverno.

Como o FPS é calculado?

Os laboratórios expõem voluntários – ou pele artificial – a uma luz que simula a do sol durante determinado período com quadradinhos posicionados na pele em área sem o protetor e outra com o produto. Depois, é feita uma conta que divide o tempo que a vermelhidão demorou para aparecer nos dois locais.

Muito prazer, sol

Qual é a diferença entre UVA e UVB? Veja como os raios solares afetam sua pele:
Infravermelha (atinge a epiderme): totalmente inofensiva, essa radiação é responsável pelo calor que emana do astro rei. O único inconveniente dela é a sensação de ressecamento e uma eventual desidratação.
UVA (atinge a camada subcutânea): esses raios penetram nas camadas mais profundas da pele sem deixar marcas, causando envelhecimento precoce e o melanoma, um tipo agressivo de câncer.
UVB (atinge a derme): são eles que provocam a vermelhidão e as queimaduras solares. Além disso, também estão diretamente relacionados ao câncer de pele não melanoma, o mais comum dos tumores nesse tecido.
UVC: esse tipo de radiação é o mais nocivo. Na teoria, provocaria queimaduras graves e catapultaria o risco de tumores. Mas não se preocupe: ele fica retido na camada de ozônio
Fonte: M de mulher

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